DiversaS: Mostra Feminista de Arte e Resistência - Santa Tereza Tem
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DiversaS: Mostra Feminista de Arte e Resistência

DiversaS: Mostra Feminista de Arte e Resistência: Mulheres na arte e na luta ocupam espaços 16 espaços de Belo Horizonte

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DiversaS: Mostra Feminista de Arte e Resistência começa dia 06 e vai até, 08 de março, Dia Internacional da Mulher. Ao todo, serão 127 trabalhos artísticos e atividades formativas, das mais diversas áreas e linguagens, ocupando 14 espaços da cidade: Viaduto Santa Tereza, Gruta!, Bar Armazém 8, Shopping Uai, Benfeitoria, Parque Municipal, Edifício Maleta, Espaço Comum Luiz Estrela, e mais sete comunidades que estão na luta por moradia na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O evento  propõe ser um espaço de difusão e promoção da arte inserida na luta e na resistência das mulheres negras, brancas, indígenas, lésbicas, bis e trans. A proposta soma-se às atividades já realizadas por diversos movimentos feministas no Dia Internacional da Mulher e às reivindicações de que este dia não seja cooptado por uma lógica mercadológica e apenas de celebração.

Segunda uma das organizadoras, a compositora e cantora de hip hop, Zaika dos Santos, “a mostra significa encontro das diversidades. É o momento que assumimos que somos todas mulheres que lutam pelos seus direitos, mas que essa luta se difere em pontos de vistas e em lutas semelhantes. E por isso coletivamente chegamos ao nome “Diversas” pois somos diversas dentro de nós mesmas, diversas individualmente e diversas coletivamente. E vivemos nos redescobrindo, re-significando e re-existimos.”

DiversaS foi construída de forma colaborativa, horizontal e auto-gestionada, por meio de reuniões abertas, presenciais e virtuais, segundo Zaika e  pretende enfatizar pautas feministas historicamente invisibilizadas pela sociedade. 

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Júlia Bertolino e Cia Baobá estará no DiversaS

A Cia Baobá Minas, que tem a dança afro-brasileira protagonizada por mulheres, é um dos grupos presentes na Mostra. Júnia Bertolino, coreógrafa e diretora, conta que a apresentação da companhia ressaltará a força das mulheres, em especial as negras, desde o tempo da diáspora à contemporaneidade. “Sempre destacamos a trajetória de mulheres negras e feministas que nos inspiram diariamente, como Lélia Gonzales, Benedita da Silva e Eliza Lucinda. Através de citações de poemas e expressões corporais, lembramos-nos de lutas importantes e prestamos homenagens  a essas mulheres”.

 Júnia conta que quando soube da realização da DiversaS Mostra Feminista de Arte e Resistência, uma proposição coletiva feita de forma voluntária, sem recursos, por iniciativa de artistas e empreendedoras culturais da cidade, não hesitou em participar. “Nós não podemos deixar passar em branco o 8 de março, pela memória de todas as mulheres que morreram por lutarem pelos seus direitos e também porque ainda temos muitos enfrentamentos, contra o machismo, a violência, as faltas de oportunidades, a discriminação, a repressão sexual, etc. Tendo a arte como instrumento, conseguimos nos expressar e estabelecer trocas muito importantes. Os encontros com as artistas para organização das propostas, que ultrapassaram as expectativas chegando a 150, já estão sendo muito interessantes e construtivas o que já demonstra a importância da realização dessa Mostra”, avalia.

Homenagem

claudia-ferreira-da-silva1A mostra, de acordo com a organização do evento, homenageia Cláudia Silva, mulher negra da periferia, que foi executada em 2014, aos 38 anos, em ação policial no Rio de Janeiro. Colocada no porta-malas de uma viatura, supostamente para ser levada ao hospital, ela caiu e foi arrastada. Os policiais, que respondem em liberdade pelo assassinato, plantaram armas junto aos pertences de Cláudia para incriminá-la. Cláudia Silva é homenageada como símbolo da necessária luta contra a sociedade patriarcal que, há séculos, vem explorando e descartando a vida e os corpos das mulheres negras. Assim o lema da DiversaS é “Por Cláudia e por todas, nós mulheres re-existimos!”Programação do DiversaS: Mostra Feminista de Arte e Resistência

[06/03] 19h – Rima na Rua, no Shopping UAI (Centro em frente à Rodoviária)

19h30 – Sarau das Cachorras, no Bar Armazém 8 (B. Lagoinha).

23h – De generalizando, a Festa! na Gruta – (B. Horto).

[07/03] 14h às 18h – Ações formativas nas ocupações urbanas: Areias, Dandara, Eliana Silva, Guarani Kaiowá, Esperança, Rosa Leão, Vitória e no Espaço Comum Luiz Estrela (B. Santa Efigênia)

20h – DiversaS Ocupa! no Ed. Maletta [Quatro E Vinte Cinco – Slj 74/ Ystilingue – Slj 35/ Bar do Olympio – Slj 34] – (Centro).

[08/03] 10h às 22h – DiversaS Ocupa!, no Viaduto Santa Tereza, Parque Municipal, BAIXO Centro Cultural, Teatro Espanca! (Centro) e Benfeitoria (Floresta)

A grande festa de abertura da DiversaS Mostra Feminista de Arte e Resistência, será na Gruta – Casa De Passagem: Rua Pitangui, 3613 C – Horto – ingresso a 10 reais (somente dinheiro)
 O bar aceitará cartões. 

Desgeneralizando, a Festa! 
Atrações: discotecagem feminista com DJota e Shaitemi Muganga. Sets especiais de DJ Fê Linz e Pat Manoese. A partir de 00h, shows com Grupo Xicas da Silva e Bruta Flor, Performance (poema-dança) com Cia Baoba Minas (direção: Junia Bertolino). Projeções audiovisuais de Flávia Mafra e Nancy Cervantes – VJ Muluc (La Sonora Destroy 

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Sobre Zaika dos Santos

Zaika dos Santos

Zaika dos Santos está presente no DiversaS: Mostra Feminista de Arte e Resistência

Zaika iniciou sua trajetória artística aos 10 anos, período no qual se aproximou e passou a integrar ativamente o Movimento Hip Hop, e a estudar música Jamaicana. Com todo este conteúdo cultural seguiu elaborando sua própria referência a partir destas manifestações.

Destaque no cenário independente mineiro, verbaliza valores universais, como família, integridade, tolerância, harmonia, amor, determinação — por meio de letras e sonoridades energizadas principalmente pelo Dub, Dubstep, Reggae Roots, Rap, Funk Soul Rockestead, Jungle, Drum Bass, Afro-Rap.

A artista e ativista feminista, Zaika, mostrou um contraponto à dominação masculina no Rap mineiro, quando criou o grupo Ideologia Feminina, na cidade de Contagem (MG). Reafirmando a presença da mulher neste contexto, venceu a primeira edição do festival Hip Hop In Concert no ano seguinte, o que abriu caminho para apresentações em palcos especiais — como o do Stereoteca 2007, além da indicação como demo femina no PREMIO HUTUZ 2008, mais importante premiação do Hip Hop na América Latina.

 

 

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